Inteligência artificial e poesia e música

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Hossein Movasati

8/8/20261 min read

Não estou tão fascinado com IA como alguns. Mas acho ela é bem vinda a nossa vida, especialmente para eliminar nossas atividades repetitivas sem produtividade. Afinal quem escolheria ser um funcionário do governo, repetindo a mesma coisa por mais de trinta anos? O ser humano tem que fazer mais coisas inovadoras, como matemática e ciência em geral, mesmo que esta atividade no início pareça inútil. Nosso conhecimento do mundo e do nosso próprio cérebro ainda é primitivo. Se não temos trabalho de pedreiro, pois os robôs constroem melhor, temos que criar mais vagas de cientistas e pensadores. Uma das metas da Aquamática, é ver alguns filhos ou netos dos pedreiros que levantaram a Sala ibiporanga e garagem no sítio recanto do tortuga, como grandes pensadores

Estes dias estou escutando jazz iraniano feito por IA. Realmente fiquei apaixonado. Acho que jazz em persa cantado por uma pessoa real não existe. Poesías antigas persas por Omar Khayyam e Molavi cantadas por uma voz artificial, ficaram impressionantes. E aqui chego a mais um ponto de inutilidade da IA: a poesia. Não imagino que IA tendo acesso a todas poesias do mundo em todos os idiomas do mundo consiga fazer uma poesia original de amor. Os sentimentos numa poesia, mesmo que se transmitam pelas palavras, não se encontram nas palavras. Somente um apaixonado sofrido consegue meter este sentimento nas palavras. Mas claro, se estas palavras são enriquecidas com jazz por IA, ficam ainda mais preciosas.